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Shogun: 'Faltava motivação nos treinos'

Criticado pela condição física, ele diz que voltou a se sentir feliz com preparação em São Paulo

O brasileiro Maurício Shogun costuma ser lembrado pela velocidade e explosão dos seus socos, mas vinha sendo muito contestado pela sua preparação física para as lutas. No último confronto, quando nocauteou James Te Huna, em dezembro, o paranaense mostrou que estava melhor condicionado e focado e lembrou as atuações de quando era campeão do extinto Pride, em 2005. “Eu sempre treinei com ótimos treinadores, mas faltava mais motivação da minha parte. Com os treinos em São Paulo ela apareceu, porque passei a ser apenas mais um no tatame”, disse o lutador, explicando que não reuniu uma equipe para se dedicar exclusivamente ao seus treinos.
 
O próximo confronto de Maurício Shogun será contra o americano Dan Henderson no UFC Fight Night em Natal, neste domingo (23) - os dois fizeram a melhor luta de 2011, quando Henderson venceu por decisão dos juízes. Para a aguardada revanche no Brasil, Shogun acredita estar melhor treinado e pode analisar melhor o rival, pois já conhece seu estilo de luta dentro do octógono. “Estou mais confiante dessa vez, já que conheço bem seu estilo de lutar. Fica mais fácil impor meu ritmo de luta. Sempre vou buscar o nocaute, independente de estar vencendo a luta”. 
 
Lembrando que o norte-americano Dan Henderson será o último atleta autorizado a lutar no Brasil com reposição hormonal de testosterona, o TRT, Maurício Shogun explica que nunca precisou passar pelo tratamento e acredita que o método serve para camuflar um possível doping. “Sou contra o uso do TRT. É um tratamento que qualquer um conseguia autorização para fazer, basta uma assinatura médica. Em alguns casos, vejo como uma camuflagem para o atleta poder usar anabolizantes.”        
 
Você vinha sendo criticado pela condição física, mas estava muito bem em sua última luta, o que mudou na preparação?
Eu sempre estive com ótimos treinadores, mas faltava mais motivação da minha parte. Com os treinos em São Paulo a motivação apareceu, porque passei a ser apenas mais um no tatame. Em Curitiba os treinadores eram meus contratados e estavam voltados apenas para mim. Agora, em São Paulo, tenho bons atletas - como Demian Maia e Daniel Sarafian - que me auxiliam nos treinos.  
 
O que está diferente em relação à sua primeira luta contra o Dan Henderson?
Estou me sentindo melhor dessa vez, já que conheço bem seu estilo de lutar. Fica mais fácil para eu impor meu ritmo de luta. Sempre vou buscar o nocaute, independente de estar vencendo o combate. Se tiver a oportunidade, vou nocautear no primeiro round. 
 
O Dan Henderson vem de três derrotas, e com a proibição do TRT, você acha que pode decretar a aposentadoria dele?
Acho que não, porque a decisão de parar é individual de cada lutador. O Dan Henderson mostrou interesse e renegociou um longo contrato com o UFC. Se ele quiser continuar lutado, tenho certeza que conseguirá. É uma lenda vida que merece muito respeito, independente do resultado em Natal.   
 
Qual sua opinião sobre a reposição hormonal? 
Sou contra o uso do TRT. É um tratamento que qualquer um conseguia autorização para fazer, basta uma assinatura médica. Em alguns casos, vejo como uma camuflagem para o atleta poder usar anabolizantes. Nunca precisei de nada, quem cuida disso é meu médico. 
 
E na disputa pelo título, como você acredita que o Glover pode surpreender o Jon Jones?
O Glover Teixeira tem um estilo de luta muito eclético, enquanto o Jon Jones mede mais a distância. O Glover precisa derrubar o rival e apostar no 'ground and ground'., O Jones é perigoso quando estar por cima, mas por baixo ele não conta com as cotoveladas como ponto forte. 

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